sábado, 29 de setembro de 2018


Coisas de filósofos....


“Então vim a perceber vivamente que imensa dívida cada criatura da nossa espécie deve aos seus inimigos e desfortunas. Por mais desagrestes que sejam os contratempos da sorte e as maldades dos homens, raro nos causam mal tamanho, que nos não façam ainda maior bem.”

Rui Barbosa

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O POVO Online

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Na Prancheta: Fortaleza - as contas para o acesso e o título da Série B

26/09/2018 | 19:50
A 33ª edição do "Na Prancheta" faz uma projeção de quantos pontos o Fortaleza precisa para conseguir o acesso e o título da Série B do Campeonato Brasileiro.
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A 33ª edição do "Na Prancheta" faz uma projeção de quantos pontos o Fortaleza precisa para conseguir o acesso e o título da Série B do Campeonato Brasileiro.

Depois de duas vitórias seguidas em casa, o Tricolor retomou a vantagem na liderança da Segundona e segue firme rumo à Primeira Divisão do Brasileirão.

  • Torcedor Tricolor, tá confiante que o time vai conseguir sacramentar o acesso em breve? E o título inédito, para coroar o ano do centenário? Participe e deixe sua opinião nos comentários!

Quem ganha leva; quem leva respeita as regras e os direitos dos outros, diz Barroso

Ministro do Supremo diz que o candidato que vencer as eleições deve governar, mas que não cabe no país um projeto excludente

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso - Pedro Ladeira - 31.ago.2018/Folhapress
Mônica Bergamo
BRASÍLIA
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), diz que, no momento em que são celebrados os 30 anos da Constituição brasileira, promulgada em 5 de outubro de 1988, é necessário “renovarmos nossos compromissos democráticos”.
Segundo ele, são “duas regras: quem ganha [as eleições] leva. Quem leva, respeita as regras do jogo e os direitos dos outros”.
Questionado sobre a possibilidade da volta de uma tutela militar sobre o país, o magistrado afirmou: “Nós já percorremos todos os ciclos do atraso. E portanto eu acho que esse é um risco inexistente”.

domingo, 23 de setembro de 2018

 

Autofinanciamento de Meirelles é ofensa à logica COMENTE

Josias de Souza
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Henrique Meirelles, o presidenciável do MDB, já despejou R$ 45 milhões nas arcas do seu comitê eleitoral. A cifra corresponde a quase 12% do seu patrimônio declarado: R$ 377,4 milhões. É mais do que o dobro do último prêmio da Mega-Sena, R$ 21,7 milhões, amealhado neste sábado (22) por um apostador afortunado do município mineiro de Oliveiro.
Milionário, Meirelles só obteve a aprovação de sua candidatura na convenção nacional do MDB sob uma condição: o partido não apostaria no projeto pessoal do seu presidenciável um mísero níquel do quinhão a que tem direito no fundo eleitoral público. Os caciques do MDB podem ser acusados de tudo, menos de ser tolos.
A caciquia da legenda de Michel Temer sempre enxergou a candidatura presidencial de Meirelles como um empreendimento de risco zero. Pragmático, o MDB é a favor de tudo e contra qualquer outra coisa, desde que seus lucros sejam preservados. Na remota hipótese de uma vitória do candidato, as portas dos cofres públicos continuariam escancaradas. Confirmando-se a provável derrota, o MDB se reserva o direito de aderir ao presidenciável eleito, seja ele quem for.
Por ora, o MDB já distribuiu R$ 233 milhões em verbas do Tesouro Nacional aos seus candidatos. Como combinado, Meirelles não viu a cor de um mísero ceitil. Tornou-se a pessoa física que mais torrou dinheiro do próprio bolso na história das eleições presidenciais. Deixou-se contaminar pela avaliação marqueteira de que seria um candidato competitivo.
Considerando-se que Meirelles frequenta as pesquisas com irrisórios 2% das intenções de voto, o investimento em sua candidatura virou uma nova modalidade de dinheiro jogado pela janela. No fundo, o sonho presidencial do ex-ministro da Fazenda de Temer nunca passou de um grande “wishful thinking”, um bálsamo para as ilusões políticas do candidato.
O projeto eleitoral de Meirelles entra para a crônica política nacional como uma espécie de conto do vigário no qual o mago das finanças caiu. Quando ouve o candidato afirmar na propaganda eleitoral que é o único capaz de retirar o país do atoleiro fiscal, o eleitor fica autorizado a indagar: ora, alguém que não consegue manter a salvo nem o próprio bolso, como pode assegurar a prosperidade alheia? O autofinanciamento de Meirelles tornou-se uma ofensa à lógica