domingo, 25 de março de 2012

Governadores do CE e PE definem estratégia.

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Cid Gomes e Eduardo Campos nesta foto estão conversando em Brasília. Na sexta-feira, em Fortaleza, tiveram a companhia de Ciro Gomes
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
Cid Gomes, Eduardo Campos e Ciro trataram das alianças com o PT para as eleições deste ano, em várias capitais

O governador pernambucano, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, veio a Fortaleza, na última sexta-feira, para uma conversa com o governador Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes, sobre a posição do partido nas eleições municipais de vários estados brasileiros, especialmente nas cidades de São Paulo, Fortaleza e Recife.

Eduardo Campos, nos próximos dias vai conversar com o ex-presidente Lula, por quem já foi chamado, para tratar especificamente sobre a posição do partido em São Paulo, onde o PT busca apoio à candidatura de Fernando Haddad para enfrentar o principal adversário do partido, José Serra (PSDB).

Em Recife o governador enfrenta dificuldades com o PT, mas não está descartada a aliança em razão da força política que ele dentro do diretório municipal petista. Em Fortaleza, também há dificuldade de manutenção da aliança entre o governador Cid Gomes e o grupo petista da prefeita Luizianne Lins, também presidente estadual da agremiação.

O ex-ministro Ciro Gomes gostou da conversa com Eduardo Campos. Os dois governadores e Ciro voltarão a conversar após o encontro de Campos com o ex-presidente Lula, embora a posição do partido em relação à Capital paulista já esteja definida. O PSB não apoiará Haddad, qualquer que seja o apelo de Lula, mas também não ficará com o tucano José Serra.

Algumas lideranças do partido em São Paulo foram ouvidas pelos dois governadores e Ciro, ainda na mesma sexta-feira, e todos concordaram em não apoiar qualquer dos dois candidatos citados.

Com quem o PSB ficará em São Paulo só será decidido posteriormente, diz o ex-ministro Ciro Gomes, cujo nome chegou a ser apontado para ser candidato a prefeito de São Paulo, no que está totalmente descartado, até pelo fato de Ciro já haver trocado o seu domicílio eleitoral da Capital paulista para Fortaleza.

Fortaleza

Eduardo Campos foi cientificado de todas as movimentações feitas na Capital cearense sobre a continuidade ou não da aliança que o PSB tem com o PT. Ele, como o governador do Ceará, é defensor da tese de que os dois partidos podem continuar aliados no Estado, mesmo disputando as eleições com candidatos próprios em vários municípios, inclusive em Fortaleza.

A direção nacional do PT, segundo se diz, já está cientificada desse posicionamento do PSB. Cid voltou a dizer para o governador Eduardo Campos do seu interesse em manter a aliança, mas tem premissas que estabeleceu como fundamentais para a concretização desse objetivo. Os últimos números de uma ampla pesquisa mandada fazer pelo PSB, em Fortaleza, também foram expostos, assim como fez o governador pernambucano em relação à Recife, onde as dificuldades parecem se as mesmas.

Os dois governadores, além das questões pontuais ligadas aos estados de São Paulo, Pernambuco e Ceará, acertaram algumas estratégias de atuação, para que não haja discrepância nas conversações com o PT nacional, para os outros estados brasileiros onde o partido tem boas perspectivas de crescimento nas eleições deste ano.

O calendário do PSB para definições de alianças não é o mesmo do PT. Em Fortaleza, por exemplo, o governador vai adiar o quanto puder tratar de sucessão municipal. O mês de maio, poucos dias antes do início do prazo para as convenções de escolha dos candidatos, parece ser o prazo definido por Cid.
(DN)

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